O Galo empata contra o San Lorenzo no Horto.


Saudações Alvinegras!

Com um time praticamente reserva, o Galo recebeu o San Lorenzo, no Independência, em busca da classificação para as quartas de finais da Copa Sul-Americana. 

Ninguém parecia aprovar o fato de Thiago Larghi poupar os titulares, mas ao contrário do esperado, a equipe se portou bem diante das adversidades. Já no início do primeiro tempo, a pressão era toda do Galo e apesar de pecar no último toque na bola, o time deixava claro que tinha chances de vencer o jogo, mesmo atuando com sua equipe reserva. Erik chegou a ter uma grande chance, mas escorregou sozinho (isso me cheira a forcinha do Papa) e desperdiçou uma grande oportunidade para o Galo. A equipe alvinegra foi corajosa, muito bem organizada e fez por merecer marcar o gol e igualar a vantagem do San Lorenzo. Aos 30 minutos, Erik teve nova oportunidade, a melhor do Galo na primeira etapa, mas desperdiçou novamente, para o nosso desespero. Apesar de se tratar do time reserva, o Galo agradava bastante e cada vez mais o tento Atleticano parecia ser questão de tempo.

De uma maneira geral, fomos melhores que o visitante, mas o destaque foi Erik. Apesar das chances desperdiçadas, foi quem mais deu trabalho a defesa argentina. Vale ressaltar também o desempenho de Alerrandro, que segue sendo promissor, mas precisa urgentemente acertar o pé para balançar as redes. Nos minutos finais, algumas confusões típicas de um encontro entre brasileiros e argentinos, mas nada de gol. Fomos para o intervalo merecendo o resultado, mas sem chegar a fazê-lo.

O primeiro tempo do Atlético apontou um time bem treinado, o que nos leva a elogios ao comandante Thiago Larghi. Poupou seus principais jogadores, mas foi à campo com uma equipe competitiva e perfeitamente capaz de alcançar a classificação.

Na etapa complementar, mais uma vez o Galo foi mais impiedoso que o San Lorenzo, mas no último toque na bola ainda deixava a desejar. Foram muitas as oportunidades, mas nada de redes balançando nos primeiros minutos do segundo tempo. Elias chegou a perder grande oportunidade aos 15 minutos, o que não se espera de alguém tão experiente quanto ele. A cada minuto, ficava claro que uma possível entrada de Gustavo Blanco no lugar de Thomás Andrade, de repente, poderia mudar a história do jogo, levando em consideração suas últimas atuações. O argentino até voltou melhor para o segundo tempo, mas ainda não mostrava tudo o que pareceu ser capaz na sua primeira partida com a camisa alvinegra, ainda no Campeonato Mineiro. Sem mostrar muito a que veio, ele deixou o campo para a entrada de Bruninho, e Elias saiu para dar lugar a Gustavo Blanco. Ao contrário do esperado, as mudanças não surtiram efeito.

Aos 25 minutos, o zagueiro Coloccini cortou a bola com a mão, diante do árbitro chileno que nada marcou, o que obviamente nos prejudicou imensamente, mudando talvez toda a história do jogo. Além disso, tivemos que lidar com a famosa catimba argentina, já que o adversário jogava com o regulamento debaixo do braço. Marquinhos, mais um garoto da base, ainda foi a campo no lugar de Samuel Xavier. Não se trata de um lateral, mas com ele poderíamos ter mais chances de chegar também pelo lado direito. Aos 40 minutos ainda não tínhamos balançado as redes e apesar de merecer a vitória, seguimos com o amargo empate que nos desclassificava da competição. Nos derradeiros minutos de jogo chegamos a ter Victor na área, buscando balançar as redes do adversário mas, infelizmente, o gol não saiu.

Galo desclassificado da Sul-Americana, muito pelo que ocorreu na primeira partida. SNeste jogo da volta, o Atlético foi quem comandou as ações do jogo, mas não alcançou o merecido resultado. Sofreu alguns prejuízos devido à arbitragem tendenciosa, e tambémdevido à sua falta de sorte. Como alento, fica um bom desempenho da nossa equipe reserva, o que nos faz ter mais confiança em nosso plantel. Como obrigação, fica a espera de bons resultados tanto contra o Atlético-PR, no final de semana pelo Brasileirão, quantocontra a Chapecoense, pela Copa do Brasil. 

Poupamos os titulares na Sul-Americana priorizando as outras competições e o planejamento para este jogo nos faz voltar as atenções para a nossa sequência de três jogos importantíssimos. A frustração é enorme justamente pelo fato de a equipe suplente ter surpreendido e merecido o resultado, logo, o fato de termos poupado os nossos principais jogadores não é a principal razão para o fim da linha na competição continental. 

Nossa próxima partida é contra o xará paranaense, na Arena da Baixada. Volto a dizer, os três pontos são fundamentais para a sequência no Campeonato Brasileiro e para fazer valer à pena as escolhas do nosso comandante. Que venham bons resultados tanto no Brasileirão, quanto no mata-mata da Copa do Brasil, para que o ocorrido desta noite não tenha sido em vão.

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