O #Galo tentou, tentou e não conseguiu superar a retranca da Chapecoense no Horto.

O Galo recebeu a Chapecoense às 19h30 desta quarta-feira, no Independência, com o objetivo de fazer um bom resultado, já que jogava em seus domínios.
Logo no início do jogo, a equipe alvinegra partiu para o ataque, mostrando de cara ao adversário suas intenções. 
Em contrapartida, o visitante também ia mostrando a que veio.
Todas as bolas alçadas na área da Chapecoense foram retiradas por sua defesa, composta por altos zagueiros, nosso principal impecilho, já que todo o investimento atleticano agora parecia ser nas bolas aéreas. Sendo assim, seria necessário tentar mais chutes a gol, como havia feito nos primeiros minutos, para ter ao menos uma chance de furar o bloqueio catarinense. 
Róger Guedes, que vem sendo uma das nossas esperanças de gol, não se destacou tanto quanto nas últimas partidas. Em uma das participações que teve na etapa inicial, alegou ter sofrido pênalti ao cruzar a bola para Ricardo Oliveira, que desperdiçou sua chance nos minutos finais do primeiro tempo.
Fomos para os vestiários com o placar em igualdade e para tentar mudar isso na etapa complementar, o Galo voltou do intervalo sufocando ainda mais a equipe catarinense.

Logo no início do segundo tempo tivemos uma boa falta, batida por Otero, que nos fez passar perto do gol, mas novamente a defesa da Chapecoense foi capaz de afastar a redonda e evitar o tento atleticano.
Na sequência, tivemos alguns escanteios, mas estes também não nos levaram a nada, infelizmente.
No decorrer da partida, Adilson e Blanco deram lugar à Cazares e Elias, respectivamente, porém, as alterações não surtiram efeito. 
Seguimos no famoso jogo de ataque contra defesa e a retranca do time alviverde vencia o ímpeto alvinegro.
A pressão do Galo era gigantesca e até mesmo desesperada. 
Vendo os minutos finais se aproximando, a equipe atleticana atacou a Chapecoense de todas as maneiras possíveis, na esperança de furar a quase que impenetrável defesa visitante. 
Patric ainda teve uma grande chance, talvez uma das melhores do Galo na partida, mas a bola, caprichosa como foi a noite toda, teimou novamente em não entrar.
Se algo ficou claro esta noite é que o estilo de jogo da Chapecoense é justamente se segurar lá atrás, impedindo as ações do adversário, algo que já havia feito contra o Palmeiras, em sua última partida no Campeonato Brasileiro.
Exatamente por este motivo o Galo encontrou dificuldades, já que muito da impotência atleticana deve-se à forte marcação adversária, que claramente tinha como objetivo não balançar nossas redes, mas sair do Independência sem ter sua defesa furada.
Jandrei foi exigido em diversas oportunidades e correspondeu bem, enquanto Victor pode tranquilamente utilizar o mesmo uniforme em seu próximo jogo, já que foi apenas um expectador. 
Isso só reforça o quão esforçado foi o Galo esta noite. Não faltou vontade, ímpeto ou raça. O Atlético quis, buscou, mas foi parado por uma retranca premeditada.
Ao encarar uma equipe disposta a não jogar, de fato, ou até mesmo disposta a abdicar de fazer o resultado, tendo como objetivo apenas impedir o adversário de fazê-lo, nem o melhor dos ataques deixa de sucumbir.
A responsabilidade de sair na frente esta noite era do Galo, é verdade, mas isso não quer dizer que um amargo 0x0 seja o fim da linha. Podemos fazer o resultado, no jogo da volta, em Chapecó. 
Certamente, a Chapecoense sairá mais para o jogo por estar em seus domínios, sendo assim, as oportunidades surgirão. Cabe ao Galo aproveitá-las da melhor maneira possível.

Nosso próximo compromisso agora é pelo Campeonato Brasileiro, e devemos voltar toda as nossas atenções para o São Paulo. 
Encaramos o tricolor paulista no Morumbi, às 19 horas deste sábado, com o objetivo de manter nossa sequência de vitórias no Brasileirão e, consequentemente, seguir ocupando um lugar nas primeiras colocações da tabela.

Quanto à Copa do Brasil, teremos duas semanas para encontrar um esquema tático onde furar a defesa catarinense seja possível, até para que estejamos preparados para avançar à próxima fase.

Ao time todo, aplausos. O desempenho deve ser reconhecido, mesmo quando o resultado teima em não vir. 
À Massa presente no Horto, minhas reverências. Mais uma vez, apoio incondicional. 
À todos nós, paciência. Paciência e esperança, já que nada está perdido. 

#FalaGalo

Comentários