Saudações Alvinegras!
Buscando vencer fora de casa e se manter entre os primeiros colocados, o Galo visitou o Bahia na Arena Fonte Nova, às 20h dessa segunda, fechando a rodada do Brasileirão.
Léo Silva, com fadiga muscular, deu lugar à Gabriel e, Fábio Santos, foi substituído por Juninho, que assumiu a lateral esquerda.
Aos 04 minutos do primeiro tempo o Galo abriu o placar. Chará deu bela assistência à Galdezani e o ex-Coritiba não perdoou, marcando seu primeiro gol com o Manto Sagrado. O tento nos primeiros minutos parecia anunciar uma grande partida alvinegra, mas o que vimos após balançar as redes foi totalmente o contrário.
Em desvantagem, o Bahia foi pra cima do Galo e fez do jogo um treino de ataque contra defesa. Apostando nas bolas aéreas, o mandante chegava à área com frequência, mas não concluía suas ações e sofria contra-ataques.
O Atlético era medroso, tinha o resultado a favor, mas não buscava com empenho ampliar a marca. Dentre tantos jogadores alvinegros indispostos e ineficientes, Chará se destacou. O colombiano era o único a tentar fazer o "algo mais" e parecia também ser o único a perceber que o placar de 1x0 era muito frágil, podendo ser desmontado a qualquer momento.
Ricardo Oliveira, que deveria ser nossa maior esperança de gol, pouco se apresentava na área. Luan, jogando muito recuado, fez um partida bem abaixo da média. Fez falta aquela sua raça contagiante que já nos salvou inúmeras vezes.
Sem ameaçar de verdade o Bahia, o Galo levou a vantagem para os vestiários, o que saiu barato pelo futebol apresentado até então.
No segundo tempo, o alvinegro não foi muito diferente do que foi na primeira etapa. Não ameaçou, jogou apenas para segurar o placar e segurar o ímpeto do Bahia, que cruzava bastante na área, mas não tinha tanto sucesso em concluir.
Após ficar afastado dos jogos por poder deixar o clube em breve, Cazares voltou à campo, mas não estava ali, de fato. Entrou muito mal no jogo e não nos acrescentou nada de positivo, muito pelo contrário. É frustrante que sua permanência no clube não seja lá um grande motivo de alegria, o que deveria ser.
O famoso "quem não faz leva" aconteceu aos 38 do 2° tempo, quando já tínhamos um jogo pra lá de cansado. Gilberto aproveitou falha da defesa, mais precisamente de Elias, e marcou o gol de empate do tricolor baiano. Até quando vamos esperar uma sequência decente do nosso volante, muito bem pago, por sinal?
A frustração por sofrer o gol era nítida, mas também era de se esperar. Fazer um gol e se abdicar de jogar e de buscar ampliar o marcador é uma estratégia covarde e covardia sempre é castigada.
Caminhando para o fim do jogo, vimos Ricardo Oliveira ter seu nome mencionado após ter desaparecido durante o jogo inteiro. Aos 46, o camisa 9 ficou cara a cara com o goleiro baiano e não perdoou, mostrando que ainda há um matador dentro dele (só falta sair para dar umas voltinhas mais vezes, hein?!). Galo 2x1, o Atleticano do inferno ao céu, crente que somaria mais três pontos. Infelizmente, a alegria durou pouco.
Aos 48, na última chance do tricolor, Léo cobrou lateral na área, Patric fez o que faz de melhor e praticamente entregou um gol à Régis, que empatou para o Bahia a poucos segundos do fim da partida. Destaque negativo também para Victor, que voltou a aceitar bolas que não aceitaria há algum tempo atrás, agindo como um goleiro comum, muito aquém do que sempre foi.
O Atleticano do céu ao inferno, empatando e somando um ponto, mas com um gosto amargo de derrota.
O Galo ostenta o melhor ataque do campeonato, o que seria uma marca louvável, não fosse também a segunda pior defesa da competição, ficando atrás somente do Vitória. A fragilidade da defesa atleticana, a quantidade de pontos perdidos por erros individuais e a pouca importância dada a isso pela diretoria, são fatores que nos desanimam constantemente.
Fosse o Bahia um time mais qualificado, nem mesmo um ponto teríamos agora. Não é um desequilíbrio absurdo que o time se reforce do meio pra frente mas feche os olhos para seu principal problema, inclusive, há anos?
Cada ponto desperdiçado no último minuto, por erros bobos, nos últimos lances e contra times sem muita qualidade nos fará muita, muita falta.
A próxima partida do Galo é somente na próxima segunda-feira, contra o Internacional, no Independência, novamente às 20h. Somando seus 27 pontos na 4°colocação, o Galo pode ultrapassar o próprio colorado, caso vença, já que o mesmo está dois pontos à nossa frente.
O objetivo para a próxima partida é retomar o terceiro lugar e não se distanciar dos líderes e o objetivo para toda a sequência do campeonato e das próximas temporadas é reajustar essa defesa urgentemente, a fazendo jogar a nosso favor, não a favor dos nossos adversários.
#FalaGalo

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