Voltemos até 25 de março de 1983, era uma sexta-feira na qual o Atlético comemorava seus 75 anos. Nesta data, nascia uma criança, um garotinho e quem se atenta à data logo diz: "este não tem jeito, vai ser Atleticano" . Filho de um pai que dividia dois amores no futebol; o Vasco por conta da influência do seu pai, avô da criança que acabara de nascer. Este avô que é até hoje Vascaíno de coração, já nos seus 87 anos de vida. O outro amor é exatamente o Galo, mas este pai tinha um amor maior pelo Vasco, justamente por causa da influência do seu pai. Essa criança iria ser Vascaíno ou Atleticano? Só o tempo iria dizer.
O garoto foi crescendo e nesta fase de crescimento, sempre viu o pai ouvindo muitos jogos pelo rádio. Seja Vasco ou Atlético, o pai estava sempre sentado ao lado do rádio, mas sua preferência era mesmo o Vasco. Começando a ser influenciado por tios, o garoto gritava Galo mesmo sem saber do que se tratava, ele não entendia nada de futebol ainda aos 5 anos e em seguida ganhou de seu pai um conjunto com camisa e short do Galo, juntamente com um Kichute. Foi a primeira vez que o pai demonstrou um interesse em inserir seu filho em meio a este mundo do futebol. O garoto ficava todo feliz e corria chutando uma bola dente de leite pelo terreiro da casa, mesmo sem saber nada sobre a gloriosa camisa que havia ganhado.
O tempo vinha passando e o garoto crescendo e passando a entender um pouco de futebol. Seu pai se mantinha fiel ao amor ao Vasco em primeiro lugar e depois ao Galo. O garoto já sabia que torcia para o Galo e passou a acompanhar por rádio os jogos, claro, sempre que seu pai não estava ouvindo os jogos do Vasco. Ganhou um radinho de seu pai e através dele ouviu os jogos e o título da Conmebol de 1992. Em 1994 com algumas transmissões em canal aberto, viu uma semifinal de Brasileiro onde o Reinaldinho fez 3 gols no Corinthians na vitoria por 3 x 2 e aos poucos o pai começou a observar que seu filho já não era mais um simples torcedor. Ele havia se tornado um fanático torcedor do Atlético. Pra que vocês tenham ideia de como o pai era mais Vascaíno, em um campeonato brasileiro de 1995, após uma derrota do Atlético para o Criciúma por 2 a 0, o pai brincou com o garoto: "você achava que seu Galo iria ganhar do Criciúma lá?" . Foi somente uma pergunta, mas o garoto, fanático que já era, ficou nervoso e engoliu seco. Rodadas depois o Vasco perdeu para o mesmo Criciúma e esse garota foi à forra: "lembra pai, daquela pergunta que me fez dias atrás? E você, achava que seu Vasco iria ganhar do Criciúma?" . O pai não respondeu.
Em 1997, cada qual no seu rádio, ouvindo jogo do seu time, o pai estava na sala e ouvia o garoto comemorando 1 dos gols da vitoria do Galo por 3 a 0 pra cima do Atlético Paranaense. O pai desligou seu rádio, foi até o quarto do filho e se sentou ao lado dele e ali passou a ouvir o jogo juntamente com o garoto. Comemoraram juntos os outros dois gols da vitoria, o filho estava empolgado com seu pai ali do seu lado torcendo junto e a partir daquele dia, nascia uma parceria. Não eram mais somente pai e filho, eram dois Atleticanos que viram juntos o Bicampeonato da Conmebol, que viram o Vice do brasileiro de 1999, viram em 2001 o sonho do brasileiro ir embora com aquela chuva torrencial, viram a queda, viram a reerguida, viram o gol que o Fábio não viu por estar de costas, viram a Libertadores, viram a Copa do Brasil e até hoje então sempre juntos acompanhando o Galo. Este pai, no caso é o meu pai, que era Vascaíno disse a seguinte frase para minha mãe cerca de 5 anos atrás: " eu sempre fui mais Vascaíno do que Atleticano, mas vendo o fanatismo do meu filho, posso dizer que hoje sou completamente Atleticano e tão fanático quanto meu filho." O Atleticanismo é algo surreal, inexplicável e só sabe quem é. Você nasce, cresce e se em suas veias correm este sangue alvinegro, você tem o dom de fazer quem está ao ser redor amar o Galo, não necessariamente virar Atleticano, mas viver e passar a amar este clube. Nem sempre passa de pai para filho, passa também de filho para pai. Obrigado Clube Atlético Mineiro, por existir em nossas vidas.
#FalaGalo
O garoto foi crescendo e nesta fase de crescimento, sempre viu o pai ouvindo muitos jogos pelo rádio. Seja Vasco ou Atlético, o pai estava sempre sentado ao lado do rádio, mas sua preferência era mesmo o Vasco. Começando a ser influenciado por tios, o garoto gritava Galo mesmo sem saber do que se tratava, ele não entendia nada de futebol ainda aos 5 anos e em seguida ganhou de seu pai um conjunto com camisa e short do Galo, juntamente com um Kichute. Foi a primeira vez que o pai demonstrou um interesse em inserir seu filho em meio a este mundo do futebol. O garoto ficava todo feliz e corria chutando uma bola dente de leite pelo terreiro da casa, mesmo sem saber nada sobre a gloriosa camisa que havia ganhado.
O tempo vinha passando e o garoto crescendo e passando a entender um pouco de futebol. Seu pai se mantinha fiel ao amor ao Vasco em primeiro lugar e depois ao Galo. O garoto já sabia que torcia para o Galo e passou a acompanhar por rádio os jogos, claro, sempre que seu pai não estava ouvindo os jogos do Vasco. Ganhou um radinho de seu pai e através dele ouviu os jogos e o título da Conmebol de 1992. Em 1994 com algumas transmissões em canal aberto, viu uma semifinal de Brasileiro onde o Reinaldinho fez 3 gols no Corinthians na vitoria por 3 x 2 e aos poucos o pai começou a observar que seu filho já não era mais um simples torcedor. Ele havia se tornado um fanático torcedor do Atlético. Pra que vocês tenham ideia de como o pai era mais Vascaíno, em um campeonato brasileiro de 1995, após uma derrota do Atlético para o Criciúma por 2 a 0, o pai brincou com o garoto: "você achava que seu Galo iria ganhar do Criciúma lá?" . Foi somente uma pergunta, mas o garoto, fanático que já era, ficou nervoso e engoliu seco. Rodadas depois o Vasco perdeu para o mesmo Criciúma e esse garota foi à forra: "lembra pai, daquela pergunta que me fez dias atrás? E você, achava que seu Vasco iria ganhar do Criciúma?" . O pai não respondeu.
Em 1997, cada qual no seu rádio, ouvindo jogo do seu time, o pai estava na sala e ouvia o garoto comemorando 1 dos gols da vitoria do Galo por 3 a 0 pra cima do Atlético Paranaense. O pai desligou seu rádio, foi até o quarto do filho e se sentou ao lado dele e ali passou a ouvir o jogo juntamente com o garoto. Comemoraram juntos os outros dois gols da vitoria, o filho estava empolgado com seu pai ali do seu lado torcendo junto e a partir daquele dia, nascia uma parceria. Não eram mais somente pai e filho, eram dois Atleticanos que viram juntos o Bicampeonato da Conmebol, que viram o Vice do brasileiro de 1999, viram em 2001 o sonho do brasileiro ir embora com aquela chuva torrencial, viram a queda, viram a reerguida, viram o gol que o Fábio não viu por estar de costas, viram a Libertadores, viram a Copa do Brasil e até hoje então sempre juntos acompanhando o Galo. Este pai, no caso é o meu pai, que era Vascaíno disse a seguinte frase para minha mãe cerca de 5 anos atrás: " eu sempre fui mais Vascaíno do que Atleticano, mas vendo o fanatismo do meu filho, posso dizer que hoje sou completamente Atleticano e tão fanático quanto meu filho." O Atleticanismo é algo surreal, inexplicável e só sabe quem é. Você nasce, cresce e se em suas veias correm este sangue alvinegro, você tem o dom de fazer quem está ao ser redor amar o Galo, não necessariamente virar Atleticano, mas viver e passar a amar este clube. Nem sempre passa de pai para filho, passa também de filho para pai. Obrigado Clube Atlético Mineiro, por existir em nossas vidas.
#FalaGalo
Ameiii 👏👏👏👏👏👏
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBela história
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirTexto qie faz a gente chorar... Traz lembranças adormecidas já há muito tempo. Parabéns pelo excelente texto, Leo.
ResponderExcluirMuito obrigado. Com certeza são lembranças boas.
ExcluirGaloooo show 👏👏👏👏
ResponderExcluirObrigado ✌✌
Excluir