O futebol é entre aspas um “processo” complicado, e o assunto que vou abordar neste texto é certamente o campeão de discussões nas mesas de bares, após o racha de terça-feira e até mesmo nos corredores do trabalho: ZAGUEIRO.
Constantemente vejo muitas pessoas questionando a necessidade extrema do #Galo contratar zagueiros, como se isso fosse o grande culpado pelo excesso de gols sofridos nos últimos anos.
O futebol moderno hoje é muito tático e o “tatiques” engoliu o talento individual, nessa atual Copa do Mundo vimos muitos casos em que os “gênios” foram facilmente anulados por esquemas táticos perfeitos, onde sistemas sólidos encurtaram os espaços e deixaram os “gênios” presos nas suas lâmpadas mágicas.
Para começar, voltamos em 2011, ano em que o Corinthians de Tite faturou o Brasileirão com um sistema defensivo muito sólido e que sofria poucos gols, foram apenas 36 gols ao longo da competição.
Chicão e Leandro Castán formavam a dupla de zaga titular, Paulo André, Diego Sacoman, Wallace e Marquinhos completavam o quadro de zagueiros do time.
Nenhum nome excepcional de encher os olhos, pelo contrário, muitos desses vinham de clubes menores como, por exemplo, Leandro Castán que veio do Barueri.
Em 2012 o Fluminense foi soberano e conquistou o título de Campeão Brasileiro com muita tranquilidade.
Abel Braga contava com os seguintes zagueiros no elenco: Gum, Leandro Euzébio, Digão, Anderson, Elivélton e Wellington Carvalho.
Nenhum zagueiro de um nível técnico alto, mas que com um esquema tático compacto, Gum e Leandro Euzébio sobressaíram sobre os ataques rivais, sofrendo apenas 33 gols ao longo da competição.
Vamos imaginar se o #Galo tivesse naquela época anunciado Leandro Castán, ou Gum, ou Leandro Euzébio, ou Paulo André, ou Wallace. Seria uma verdadeira orquestra de cornetas em?
Pois bem, vimos dois exemplos de Campeões Brasileiros com quadros de zagueiros sem grandes nomes, mas que tinham sistemas defensivos bem sólidos, onde a marcação começava lá na frente, inclusive o Fluminense com Fred e Wellington Nem que pressionavam os zagueiros adversários, obrigando-os a rifar a bola com o famoso chutão.
Em 2014 o #Galo teve um dos melhores quadros de zagueiros do país, com nomes como Jemerson, Leonardo Silva, Otamendi (ficou poucos meses), Réver, Emerson e Edcarlos, e chegou em 5º lugar no Campeonato Brasileiro, 7 pontos atrás do Corinthians que terminou em 4º lugar.
Mas o que faltou? Afinal, tínhamos nomes muito bons e o tão sonhado título Brasileiro não veio!
Ok, em 2014 fomos Campeões da Copa do Brasil, mas essa é uma outra história, já que o “coro” é o mesmo de sempre: “Sem bons zagueiros nunca venceremos o Brasileirão!”.
O futebol é um processo muito complicado, o “defender” não depende exclusivamente dos zagueiros, o “defender” começa lá na frente, com os atacantes dando o primeiro combate na zaga adversária, com os meio-campistas voltando para fecharem os espaços junto com os volantes (ou o volante), fazendo assim um sistema DEFENSIVO compacto.
Nos últimos jogos sofremos muito com isso, já que os adversários chegavam com a bola limpa no mano-a-mano com nossos zagueiros e isso é praticamente “caixão e vela acesa”.
Thiago Larghi em determinado momento na temporada conseguiu resolver esse problema, tivemos uma média de 0,38 gols sofridos em 13 jogos, porém com o passar dos jogos e priorizando o sistema ofensivo, o rendimento defensivo caiu muito e ele sabe disso, tanto que na coletiva de reapresentação após alguns dias de folga devido a Copa do Mundo, admitiu dar um maior foco à defesa.
Eu não vejo nosso sistema defensivo fragilizado, no elenco hoje temos Iago Maidana, Juninho, Leonardo Silva, Matheus Mancini, Gabriel e Ruan, promessa da base que vem treinando com os profissionais.
Continuarei com meu ponto de vista de que o problema do #Galo não está resumido na contratação de zagueiros e sim no desencontro tático, já que vimos em muitos jogos o time espaçado em campo, dando liberdade para o adversário avançar.
Claro, se vier um zagueiro de alto nível que chegue para vestir a camisa, eu não acharei ruim, mas não é prioridade no meu ponto de vista investir pesado hoje em tal posição, afinal, você pode trazer grandes defensores e se o seu sistema tático não ajudar, continuaremos sofrendo uma alta quantidade de gols.
Valeu massa Atleticana, TMJ! #FalaGalo
@AngelBaldo13
@FalaGalo13
Constantemente vejo muitas pessoas questionando a necessidade extrema do #Galo contratar zagueiros, como se isso fosse o grande culpado pelo excesso de gols sofridos nos últimos anos.
O futebol moderno hoje é muito tático e o “tatiques” engoliu o talento individual, nessa atual Copa do Mundo vimos muitos casos em que os “gênios” foram facilmente anulados por esquemas táticos perfeitos, onde sistemas sólidos encurtaram os espaços e deixaram os “gênios” presos nas suas lâmpadas mágicas.
Para começar, voltamos em 2011, ano em que o Corinthians de Tite faturou o Brasileirão com um sistema defensivo muito sólido e que sofria poucos gols, foram apenas 36 gols ao longo da competição.
Chicão e Leandro Castán formavam a dupla de zaga titular, Paulo André, Diego Sacoman, Wallace e Marquinhos completavam o quadro de zagueiros do time.
Nenhum nome excepcional de encher os olhos, pelo contrário, muitos desses vinham de clubes menores como, por exemplo, Leandro Castán que veio do Barueri.
Em 2012 o Fluminense foi soberano e conquistou o título de Campeão Brasileiro com muita tranquilidade.
Abel Braga contava com os seguintes zagueiros no elenco: Gum, Leandro Euzébio, Digão, Anderson, Elivélton e Wellington Carvalho.
Nenhum zagueiro de um nível técnico alto, mas que com um esquema tático compacto, Gum e Leandro Euzébio sobressaíram sobre os ataques rivais, sofrendo apenas 33 gols ao longo da competição.
Vamos imaginar se o #Galo tivesse naquela época anunciado Leandro Castán, ou Gum, ou Leandro Euzébio, ou Paulo André, ou Wallace. Seria uma verdadeira orquestra de cornetas em?
Pois bem, vimos dois exemplos de Campeões Brasileiros com quadros de zagueiros sem grandes nomes, mas que tinham sistemas defensivos bem sólidos, onde a marcação começava lá na frente, inclusive o Fluminense com Fred e Wellington Nem que pressionavam os zagueiros adversários, obrigando-os a rifar a bola com o famoso chutão.
Em 2014 o #Galo teve um dos melhores quadros de zagueiros do país, com nomes como Jemerson, Leonardo Silva, Otamendi (ficou poucos meses), Réver, Emerson e Edcarlos, e chegou em 5º lugar no Campeonato Brasileiro, 7 pontos atrás do Corinthians que terminou em 4º lugar.
Mas o que faltou? Afinal, tínhamos nomes muito bons e o tão sonhado título Brasileiro não veio!
Ok, em 2014 fomos Campeões da Copa do Brasil, mas essa é uma outra história, já que o “coro” é o mesmo de sempre: “Sem bons zagueiros nunca venceremos o Brasileirão!”.
O futebol é um processo muito complicado, o “defender” não depende exclusivamente dos zagueiros, o “defender” começa lá na frente, com os atacantes dando o primeiro combate na zaga adversária, com os meio-campistas voltando para fecharem os espaços junto com os volantes (ou o volante), fazendo assim um sistema DEFENSIVO compacto.
Nos últimos jogos sofremos muito com isso, já que os adversários chegavam com a bola limpa no mano-a-mano com nossos zagueiros e isso é praticamente “caixão e vela acesa”.
Thiago Larghi em determinado momento na temporada conseguiu resolver esse problema, tivemos uma média de 0,38 gols sofridos em 13 jogos, porém com o passar dos jogos e priorizando o sistema ofensivo, o rendimento defensivo caiu muito e ele sabe disso, tanto que na coletiva de reapresentação após alguns dias de folga devido a Copa do Mundo, admitiu dar um maior foco à defesa.
Eu não vejo nosso sistema defensivo fragilizado, no elenco hoje temos Iago Maidana, Juninho, Leonardo Silva, Matheus Mancini, Gabriel e Ruan, promessa da base que vem treinando com os profissionais.
Continuarei com meu ponto de vista de que o problema do #Galo não está resumido na contratação de zagueiros e sim no desencontro tático, já que vimos em muitos jogos o time espaçado em campo, dando liberdade para o adversário avançar.
Claro, se vier um zagueiro de alto nível que chegue para vestir a camisa, eu não acharei ruim, mas não é prioridade no meu ponto de vista investir pesado hoje em tal posição, afinal, você pode trazer grandes defensores e se o seu sistema tático não ajudar, continuaremos sofrendo uma alta quantidade de gols.
Valeu massa Atleticana, TMJ! #FalaGalo
@AngelBaldo13
@FalaGalo13

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