Em jogo apático, Galo empata em 0x0 com o Cruzeiro e perde a chance de encostar ainda mais nos líderes.
Saudações Alvinegras!
O Galo vinha de duas vitórias consecutivas, dois jogos em que fomos ameaçados pelos adversários, mas conseguimos o triunfo. Ter mais um jogo em BH, mesmo que como visitantes, seria o cenário perfeito para conquistar mais três pontos, certo? Errado.
O Cruzeiro não foi à campo com seus titulares, o que seria mais um motivo para que o Galo tivesse menos dificuldades em passar pelo rival, mas não foi.
O time atleticano foi apático durante grande parte do jogo, em muitos momentos, parecia até estar satisfeito com o empate.
Vimos um Cazares muito diferente do que foi na última partida, atrasando a bola quando podia dar sequência a uma boa jogada. Talento para isso ele sempre teve, mas muitas vezes deixa a preguiça se sobressair a suas capacidades, infelizmente. Chará, voltando da seleção, também não foi um destaque positivo. Era seu primeiro clássico em terras mineiras e nós esperávamos um pouco mais de empolgação do equatoriano, mas ele fez jus ao restante do time e não pareceu muito interessado em vitória.
Apontar os jogadores que pareciam satisfeitos com o placar é fácil demais, difícil mesmo é trazer à tona o nome de alguém que tenha jogado com a vontade que se espera em um clássico.
No primeiro tempo o Galo foi um pouco mais objetivo, o que parecia ser um aquecimento para uma etapa complementar ainda mais impetuosa, mas não foi o que aconteceu. Nos últimos 45 minutos, o time foi ainda mais apagado e chegou a ser sufocado pelo Cruzeiro em diversos momentos.
Os jogadores atleticanos até conseguiam matar as jogadas cruzeirenses, mas falhavam ao puxar os contra-ataques e o jogo foi ficando cada vez mais com cara de empate.
Segundo Larghi, temos que valorizar o ponto ganho. Até concordo, um pontinho é melhor que ponto nenhum, mas analisando as circunstâncias deste jogo, o empate nos tem um gosto amargo de derrota.
Em primeiro lugar, lidamos com um Cruzeiro alternativo e inferior ao nosso time, tecnicamente falando. Se houvesse um pouco mais de raça, os gols teriam saído. Em segundo, não interessa muito as circunstâncias, clássico não se joga, clássico se ganha. Não importa se vale vaga na Libertadores, título, escapar da zona da degola ou até a parte água de salsicha da tabela. Clássico foi feito para ser vencido e ontem os jogadores atleticanos não entraram em campo com este espírito, sem dúvidas, foi isso que nos custou dois pontos em uma rodada em que poderíamos nos aproximar ainda mais dos primeiros colocados.
Os últimos jogos feitos pelo Galo no Independência me fizeram pensar que o de ontem não seria diferente. A sintonia entre jogadores e torcida poderia ter sido mais bem aproveitada também no Mineirão, pois apesar de estar em menor número, foi a Massa quem comandou a festa na arquibancada, cantando os noventa minutos. O time, diferente do que era esperado, perdeu pontos importantes e também a chance de ficar ainda mais próximo dos líderes.
Como eu já havia dito, muito do que se diz ao fim de uma partida não pode ser reiterado ao fim do próximo jogo e este é o caso agora. No momento, a esperança de alcançar coisas grandes no campeonato fica estremecida, porque todos nós pensávamos em um cenário melhor, com a terceira vitória consecutiva.
Por fim, a única vitória alvinegra neste domingo foi de nossa torcida. Cantamos, incentivamos e aplaudimos o time atleticano durante o jogo inteiro enquanto que a torcida rival, não surpreendentemente, só assistiu ao show da Massa. Mais uma vez nós, os fardados de preto e branco, provamos que em Minas Gerais 10% é maior que 90% em toda e qualquer ocasião, desafiando a matemática.
Com o tropeço, o Galo soma seus 42 pontos, ocupa a sexta colocação e tem a chance de voltar a vencer diante do Flamengo, no próximo domingo. No primeiro turno, o Galo fez uma boa partida mas perdeu para o rubro-negro negro no Independência, agora, tem como objetivo dar o troco. Jogar bem, trazer mais três pontos para casa e, quem sabe, renovar nossa fé neste time.
#FalaGalo

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