No Maracanã, Galo perde para o Flamengo e deixa escapar a chance de encostar nos líderes.


Saudações Alvinegras!

Após empatar em 0x0 com o Cruzeiro no último domingo e passar em branco, o Galo tinha como objetivo balançar as redes e triunfar contra o Flamengo, no Maracanã, pela vigésima sexta rodada.

A essa altura do campeonato ainda sofremos com a irregularidade da escalação alvinegra, levando em consideração que Thiago Larghi faz suas mudanças com muita frequência. Talvez por isso tenhamos um time raçudo e imponente em alguns jogos e um time medroso e vulnerável em outros. Hoje, começamos a partida com a segunda opção.

Com menos de dois minutos de jogo o Galo já estava em desvantagem. Trauco fez boa jogada pela esquerda, deixou Emerson na saudade e entregou a bola na medida certa para Willian Arão abrir o placar para o Flamengo. Mais uma vez, o Galo sofreu um gol em uma falha bisonha de marcação e teve que correr atrás do prejuízo.

Animado por estar em vantagem, o Flamengo fez pressão sobre o Galo e chegou a ter mais uma chance clara de gol, mas não obteve sucesso. Como quem não faz leva, após cobrança de escanteio o Galo foi quem chegou ao tento. Luan foi quem cobrou e Léo Silva marcou mais um gol salvador, se tornando o maior zagueiro artilheiro da história do Brasileirão.

O gol proporcionou uma melhora alvinegra na partida e o Galo passou a marcar melhor a saída de bola do Flamengo e também a criar mais algumas oportunidades.

Aos 35 minutos, Larghi optou por sacar Thomas Andrade do time, trazendo Cazares à campo. O argentino ficou claramente incomodado com a substituição e foi ao banco de reservas bastante irritado. O camisa 8 não rendeu muito bem e até cometeu algumas falhas, o que torna justa sua substituição, porém, é compreensível a insatisfação de um jogador ao ser substituído tão precocemente, principalmente quando o mesmo não é escalado na posição em que se sente mais à vontade e, consequentemente, rende mais. Quanto à Cazares, mais uma vez esperamos demais e ele nos deu de menos. Rotineiro para o atleticano, não? Lamentável que o equatoriano tenha tanto talento e o use em tão poucas oportunidades.

Já no segundo tempo o Flamengo se apresentou em um novo início fulminante e para o nosso desespero, chegou ao gol muito cedo mais uma vez. Aos 08 minutos, Trauco (sim, ele de novo) deu uma boa assistência à Paquetá que não tomou conhecimento de Victor e fez 2x1 para o rubro-negro.

Ao estar em vantagem novamente, o mandante se limitou a tentar manter o resultado, ficando em seu campo de defesa. O Galo acatou esta atitude como um convite para chegar ao empate novamente e criou mais algumas boas chances, chances essas que não foram bem aproveitadas e acabaram não dando em nada. No último lance da partida ainda vimos uma bola na trave, o que sacramentou que o domingo seria de derrota e também de frustração.

Há quem diga que os longos períodos em que Ricardo Oliveira fica sem balançar as redes deve-se restritamente ao fato de que a bola não chega, mas convenhamos, isso já não procede. O Galo é pobre em criação, é verdade, mas quando ela acontece o Bom Pastor nem sempre sabe aproveitar as oportunidades e deixa cada vez mais claro que no que depender dele, gol nos faltará. Hoje faltou.

Leonardo Silva é um defensor e vem tendo um aproveitamento superior ao do camisa 9, sendo assim, há gente sobrecarregada no time e gente sem desempenhar sua função com êxito, diga-se de passagem. Vale lembrar que ao ver a contratação de Ricardo Oliveira nós imaginamos que teríamos um goleador, não apenas um motivador.

No momento, está cada vez mais difícil acreditar no sucesso do coletivo atleticano, principalmente porque parecemos estar constantemente em uma fase de testes.

A diretoria alvinegra não estava preparada para esta temporada e parece também não ter a mínima vontade de fazer algo diferente nas temporadas que virão. Teremos Ricardo Oliveira por mais um ano, mais discursos motivacionais e menos bola na rede. Era disso que precisávamos? Está claro que não.

Já pensamos em título (como se ilude o atleticano), queremos a vaga na Libertadores e precisamos dos 45 pontos para não ter pesadelos à noite. A última opção parece mais palpável, já a penúltima pode acontecer e tomara que aconteça mesmo, para que o ano de 2018 não seja um fracasso total.

Com a derrota, o Galo perdeu mais uma chance de se aproximar dos primeiros colocados, que empataram na rodada e estacionou nos 42 pontos e na sexta colocação.

No próximo domingo, recebemos o Sport, no Independência. A fase do Leão da Ilha não é boa e o mínimo que se espera do Galo é uma vitória simples para finalmente chegar aos 45 pontos e ter o direito de sonhar com qualquer coisa que não seja apenas permanecer na primeira divisão do Brasileirão.

Jéssica Silva / #FalaGalo

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