O Presidente, a Copa e o homem que mudou o jogo


 Imagem: Isabelly Moraes / Bruno Cantini

Passado o primeiro turno, chegamos então à parte final dessa história de drama que estamos vivendo no ano de 2018. Quem acompanha filmes e livros de drama, bem sabe que a história fala acerca de algo que dá tudo errado na vida de uma determinada pessoa, começa a dar certo e depois dá errado de novo. Eu poderia encontrar semelhanças parecidas com a vida do Galo e, sobretudo, do Atleticano, mas não vou.

No fim do mandato do ex-presidente Daniel Nepomuceno, pudemos, por alguns instantes, respirar aliviados. Um mandato marcado por grandes contratações e nenhuma conquista importante. Chegou a hora então, de eleger o presidente candidato da situação, uma vez que o da oposição votou “NÃO” à construção do estádio. Desesperador.

Vamos todos eleger Sérgio Sette Câmara, pelo amor de Deus!!!! Tem o apoio do Kalil e votou “SIM” a favor do estádio. Perfeito!

Depois de encontrar terra arrasada no clube (essa é a impressão), o presidente colocou como seu principal objetivo restaurar a saúde financeira do clube. Com o fracasso de Oswaldo de Oliveira e sem dinheiro para grandes contratações, apostou no básico, tentou a contratação de alguns renomados técnicos, como Cuca, Felipão e Abel Braga. Mas em um ano de reconstrução o ideal seria mesmo continuar apostando no básico.

O primeiro semestre foi de fracasso. Eliminado de todas as competições e perdendo a final do regional, nos restou agora concentrar todas as forças no Campeonato Brasileiro. Com um time de operários, diria alguns, e jogadores novos, a expectativa nunca foi tão alta e estamos sempre esperando pelo pior. Pelo menos para os torcedores do “eu avisei”, aqueles mesmos que ficam sempre torcendo pra dar errado e, no final terem o prazer de um orgasmo de dizer “eu avisei”.
     
Quando tudo já se tornava poeira, apareceu no caminho do Atleticano o interino, Thiago Larghi. A princípio um competente treinador, que merecia ser efetivado. A defesa que vinha sendo um problema, passou 9 jogos sem tomar gols, e o ataque, que até então era formado por um idoso e um problemático, desandou a fazer gols. Resultado: Galo entre os 3 primeiros colocados e na briga direta pelo título. Efetiva esse cara logo!

A torcida estava insana, o time era um dos melhores do Brasil e a diretoria dormia em paz. Mas como a vida do Atleticano é uma história de drama, veio a parada pra Copa. Maldita Copa!!! Perdemos nossos principais jogadores, como Roger Guedes, Otero, Blanco e Adilson. Uns por necessidades de vendas e outros por lesões. Fomos do céu ao inferno em 31 dias. O presidente voltou a ser péssimo, o diretor de futebol voltou a ser fraco e o time de jovens e operários já não servia mais. De terceiro colocado para sexto, uma decadência no futebol e voltamos a contagem dos 45 pontos. Trágico!

Certa vez, assisti um filme do competentíssimo diretor Bennett Miller. Nomeado como “O homem que mudou o jogo”, ele conta a história de Billy Beane, um jovem treinador que nunca concordou com a sabedoria convencional que domina o mundo do beisebol. Surpreendido com um corte no orçamento do clube, Billy e seu parceiro recrutam jogadores mais baratos, mas com potencial.

Já na primeira frase do filme, dita por Mickey Mantle, me surpreendi com o dizer: "É inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que jogou a vida toda.".

O longa-metragem é baseado no livro "Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game" de Michael Lewis, que por sua vez é baseado na história verdadeira de Billy Beane, gerente geral do time de baseball do Oakland Athletics. Moneyball se foca nas tentativas de Beane de criar um time competitivo para a temporada de 2002 de Oakland, apesar da situação financeira desfavorável da equipe, usando uma sofisticada análise estatística dos jogadores. O filme se centra em Billy Beane e sua chegada no Oakland Athletics como gerente geral. Através da análise de uma nova abordagem para escolher jogadores, Beane tenta criar um time de baseball competitivo e a um custo muito menor.

O filme baseado em fatos reais não seria a história do presidente, do time e do Thiago Larghi? Uma vez que já existe nos bastidores a ideia de renovar o seu contrato. Como todo bom atleticano, EU ACREDITO que nesse segundo semestre ele será o homem que mudará o jogo.

#FalaGalo

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