ATENÇÃO PAPAIS E MAMÃES: COMO SABER SE O FUTEBOL ESTÁ SENDO SAUDÁVEL PARA O CRESCIMENTO DO SEU FILHO.
O amor pelo seu time do coração vem de berço, está em seu DNA. Muitas crianças vivem nesse mundo cruel, porém incrível: o FUTEBOL, seja por influência dos pais, familiares, colegas de escola, enfim... Nossos “mini torcedores” se animam e se envolvem em eventos como: Campeonato Mineiro, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e eventos internacionais, como Copa do Mundo, Copa Libertadores da América, Copa Sul Americana, entre outros. Mas, assim como nós, vibram com as vitórias e choram com as derrotas, a cada partida sentem um sentimento diferente.
Pedro Henrique “O menino que falou Galo, antes de dizer Mamãe”.
Isabella Carolina, 29 anos, é mãe do pequeno Pedro Henrique, de 6 anos. Assim como o filho, é uma torcedora apaixonada do Galo. Desde os dois anos de idade, Pedro acompanha o futebol e o Galo: foi ao estádio com apenas três anos de idade e se emocionou ao ver aquele tanto de gente cantando pelo Galo. Isabella classifica o filho como o famoso “doente”. “É aquele que xinga, briga se alguém fala mal do Galo, chora se o time perde, grita se o time ganha, comemora gol até no replay. Eu fico preocupada porque ele chora muito quando o Galo perde.”.
Isabella gravou um vídeo do filho chorando ao assistir a derrota do Galo. O vídeo foi publicado e compartilhado por várias pessoas. Com a repercussão do vídeo, Isabella e Pedro conseguiram marcar uma visita na Cidade do Galo.
Isabella conta como foi a reação do Pedro ao conhecer o ídolo, o goleiro Victor: “O ídolo não estava treinando por que estava em recuperação do jogo anterior, ele (Pedro) já encheu os olhos de lágrimas. Tirou foto com todos os jogadores que passavam perto e a todos ele perguntava onde estava o goleiro. Quando estávamos indo embora, o Daniel Nepomuceno chamou ele, aí veio aquele cara gigante, o Pedro ficou chocado, perdeu a fala, tremeu e chorou demais! A emoção dele dentro do CT fez com que ele perdesse o rumo.”.
Isabella entende o amor do filho pelo Galo, mas se preocupa com o FANATISMO do filho e conta como tenta driblar os exageros: “Ele fica tão fanático com o futebol, que às vezes perde a oportunidade de viver outras coisas na vida. Quando tem jogo do Galo, ele deixa de sair para ficar em casa e assistir. Mas, infelizmente, é um gosto dele, escolha dele, eu não consigo mudar isso! Então apoio ele, inclusive o coloquei numa escolinha de futebol para que ele pratique o esporte, para que não fique em uma alienação só de acompanhar o futebol, para que também pratique e viva o esporte.”, finaliza Isabella.
Os pais devem ficar atentos ao fanatismo das crianças, é importante que esse amor não atrapalhe o desenvolvimento, é necessário impor limites. Para esclarecer as principais dúvidas e saber o que fazer quando algo sai do controle, o @FalaGalo conversou com a psicóloga Nívea Amâncio:
@FG: O que as crianças aprendem com o futebol?
Dra. Nívea: O ganho da criança na vivência de qualquer esporte coletivo é muito grande. Alguns deles são:
- Trabalho em equipe;
- Conhecer seu potencial em relação a si mesmo e aos outros;
- Reconhecer as habilidades do outro e saber lidar com elas tem vários níveis: para se beneficiar, para beneficiar o outro, para beneficiar a equipe, etc.;
- Combater o personalismo;
- Desenvolver confiança em si e nos outros;
- Ampliar a tolerância à frustração (traço comum em muitos transtornos infantis, passível de ser contornado em esportes de equipe como o futebol);
- Desenvolvimento psicomotor;
- Percepção do próprio corpo (habilidades e limitações);
- Potencialização de habilidades e superação de limitações.
@FG: Como identificar que o "fanatismo” está prejudicando a criança e o que fazer para dosar?
Dra. Nivea: Todo excesso pode trazer consequências desastrosas a curto, médio ou longo prazo. Por isso, deve ser evitado. A criança é um ser em desenvolvimento, que prescinde da educação correta para se desenvolver saudavelmente. Ao perceber que a criança só pensa no futebol, descartando ou mesmo prejudicando sua integração a outras atividades, se tornam necessárias intervenções pontuais, visando despertar seu interesse em outras atividades. Não é bom “combater” um interesse, e sim, limitar o acesso, ensinando a dosar as ações. O comportamento dos pais e familiares é importante para despertar e valorizar outras atividades. Se ainda assim persistir o exclusivismo – melhor não classificar como fanatismo – intervenções mais precisas deverão ser tomadas. “Inclusive, a busca de ajuda profissional especifica”.
@FG: Muitas crianças vivem nesse universo de amor, paixão pelo futebol ou clube e os pais são rivais. É certo fazer com que a criança tome a decisão de escolher para qual time irá torcer?
Dra. Nivea: Indubitavelmente, não é correto forçar ninguém a fazer escolhas inconscientes, não é uma atitude saudável. Principalmente se tratando de crianças, mesmo que seja feito pelos pais. A escolha de um time de futebol passa por considerações que implica em autoconhecimento, auto-aceitação e autoconfiança. Menosprezar a escolha de uma criança, neste quesito, em prol das de adultos, significa minar as suas autoafirmações.
@FG: Essa relação que a criança cria de considerar um jogador "ídolo" é saudável ou prejudicial?
Dra. Nivea: A criança, e por que não dizer todos nós, podemos usar a imagem e conduta de outros como referência. No caso específico de considerar um jogador de futebol como ídolo, a criança precisa ser acompanhada para que seus responsáveis possam saber quem é este jogador, suas características comportamentais e morais, a fim de que se possa pontuar o que é certo e o que é errado, no intuito de direcionar o desenvolvimento saudável da criança. Ser saudável ou prejudicial dependerá da pessoa que é referência e da conduta dos responsáveis pela criança.
Essa leitura vale não apenas aos papais e mamães Atleticanos, mas para torcedores de todos os times. Quando falamos em crianças, devemos vestir a mesma camisa. Afinal de contas, os pais sempre querem o melhor para seus filhos e torcer com saúde, física e mental, é fundamental para que seu filho tenha um ótimo crescimento.
#FalaGalo / Carol Castillo
Pedro Henrique “O menino que falou Galo, antes de dizer Mamãe”.
Isabella Carolina, 29 anos, é mãe do pequeno Pedro Henrique, de 6 anos. Assim como o filho, é uma torcedora apaixonada do Galo. Desde os dois anos de idade, Pedro acompanha o futebol e o Galo: foi ao estádio com apenas três anos de idade e se emocionou ao ver aquele tanto de gente cantando pelo Galo. Isabella classifica o filho como o famoso “doente”. “É aquele que xinga, briga se alguém fala mal do Galo, chora se o time perde, grita se o time ganha, comemora gol até no replay. Eu fico preocupada porque ele chora muito quando o Galo perde.”.
Isabella gravou um vídeo do filho chorando ao assistir a derrota do Galo. O vídeo foi publicado e compartilhado por várias pessoas. Com a repercussão do vídeo, Isabella e Pedro conseguiram marcar uma visita na Cidade do Galo.
Isabella conta como foi a reação do Pedro ao conhecer o ídolo, o goleiro Victor: “O ídolo não estava treinando por que estava em recuperação do jogo anterior, ele (Pedro) já encheu os olhos de lágrimas. Tirou foto com todos os jogadores que passavam perto e a todos ele perguntava onde estava o goleiro. Quando estávamos indo embora, o Daniel Nepomuceno chamou ele, aí veio aquele cara gigante, o Pedro ficou chocado, perdeu a fala, tremeu e chorou demais! A emoção dele dentro do CT fez com que ele perdesse o rumo.”.
Os pais devem ficar atentos ao fanatismo das crianças, é importante que esse amor não atrapalhe o desenvolvimento, é necessário impor limites. Para esclarecer as principais dúvidas e saber o que fazer quando algo sai do controle, o @FalaGalo conversou com a psicóloga Nívea Amâncio:
@FG: O que as crianças aprendem com o futebol?
Dra. Nívea: O ganho da criança na vivência de qualquer esporte coletivo é muito grande. Alguns deles são:
- Trabalho em equipe;
- Conhecer seu potencial em relação a si mesmo e aos outros;
- Reconhecer as habilidades do outro e saber lidar com elas tem vários níveis: para se beneficiar, para beneficiar o outro, para beneficiar a equipe, etc.;
- Combater o personalismo;
- Desenvolver confiança em si e nos outros;
- Ampliar a tolerância à frustração (traço comum em muitos transtornos infantis, passível de ser contornado em esportes de equipe como o futebol);
- Desenvolvimento psicomotor;
- Percepção do próprio corpo (habilidades e limitações);
- Potencialização de habilidades e superação de limitações.
@FG: Como identificar que o "fanatismo” está prejudicando a criança e o que fazer para dosar?
Dra. Nivea: Todo excesso pode trazer consequências desastrosas a curto, médio ou longo prazo. Por isso, deve ser evitado. A criança é um ser em desenvolvimento, que prescinde da educação correta para se desenvolver saudavelmente. Ao perceber que a criança só pensa no futebol, descartando ou mesmo prejudicando sua integração a outras atividades, se tornam necessárias intervenções pontuais, visando despertar seu interesse em outras atividades. Não é bom “combater” um interesse, e sim, limitar o acesso, ensinando a dosar as ações. O comportamento dos pais e familiares é importante para despertar e valorizar outras atividades. Se ainda assim persistir o exclusivismo – melhor não classificar como fanatismo – intervenções mais precisas deverão ser tomadas. “Inclusive, a busca de ajuda profissional especifica”.
@FG: Muitas crianças vivem nesse universo de amor, paixão pelo futebol ou clube e os pais são rivais. É certo fazer com que a criança tome a decisão de escolher para qual time irá torcer?
Dra. Nivea: Indubitavelmente, não é correto forçar ninguém a fazer escolhas inconscientes, não é uma atitude saudável. Principalmente se tratando de crianças, mesmo que seja feito pelos pais. A escolha de um time de futebol passa por considerações que implica em autoconhecimento, auto-aceitação e autoconfiança. Menosprezar a escolha de uma criança, neste quesito, em prol das de adultos, significa minar as suas autoafirmações.
@FG: Essa relação que a criança cria de considerar um jogador "ídolo" é saudável ou prejudicial?
Dra. Nivea: A criança, e por que não dizer todos nós, podemos usar a imagem e conduta de outros como referência. No caso específico de considerar um jogador de futebol como ídolo, a criança precisa ser acompanhada para que seus responsáveis possam saber quem é este jogador, suas características comportamentais e morais, a fim de que se possa pontuar o que é certo e o que é errado, no intuito de direcionar o desenvolvimento saudável da criança. Ser saudável ou prejudicial dependerá da pessoa que é referência e da conduta dos responsáveis pela criança.
Essa leitura vale não apenas aos papais e mamães Atleticanos, mas para torcedores de todos os times. Quando falamos em crianças, devemos vestir a mesma camisa. Afinal de contas, os pais sempre querem o melhor para seus filhos e torcer com saúde, física e mental, é fundamental para que seu filho tenha um ótimo crescimento.
#FalaGalo / Carol Castillo




Comentários
Postar um comentário