Na reestréia de Levir Culpi, Galo é derrotado pelo Fluminense, no Rio.


Saudações Alvinegras!

Tentando reencontrar o caminho das vitórias, o Galo visitou o Fluminense, no Rio de Janeiro. Após a queda de Thiago Larghi, Levir Culpi foi anunciado como novo treinador atleticano e já comandou o Atlético contra o Tricolor.

O time que foi à campo não era muito diferente do que Larghi escalava, já que Levir, assim como nosso treinador anterior, não tinha tantas opções. Léo Silva, suspenso, foi substituído pelo zagueiro Gabriel.

O Fluminense foi quem propôs o jogo desde os primeiros minutos. Tomando as iniciativas, o Tricolor chegava muito pela esquerda com Everaldo e também com Ayrton. No meio de campo, o Galo parecia ter medo de marcar. Além de pegar leve com o Fluminense, os jogadores atleticanos não avançavam muito, o que dava ao Galo uma postura muito defensiva. Cazares não criou nada, jogou de maneira apática e prejudicou todo o esquema do time. Como seria bom se o talento do equatoriano fosse maior que sua preguiça, não é mesmo?

Victor foi obrigado a trabalhar bastante no primeiro tempo, o mandante era quem buscava o gol e nosso camisa 1, não surpreendentemente, agarrou tudo lá atrás.

Mesmo sob nova direção, faltou ao Galo chutar a gol, assim como acontecia com Larghi. Não é possível balançar as redes se não é isso o que você procura, principalmente se você aceita a pressão do time adversário. Antes de mais nada os jogadores atleticanos devem buscar o resultado, facilitando assim o trabalho de seu comandante.

Foi uma primeira etapa preguiçosa, sem graça e muito mais proveitosa para o Fluminense que para nós, que chegamos pouquíssimas vezes ameaçando o adversário.

No primeiro lance do segundo tempo, Chará foi lançado ao ataque e foi derrubado por Júlio César, após driblar o goleiro. O árbitro marcou pênalti para o Galo e Fábio Santos foi para a cobrança.

O lateral tinha um aproveitamento perfeito como batedor pelo Galo, mas isso acabou hoje. Fábio Santos chutou bem, mas acertou a trave, ainda marcou no rebote, mas o juíz anulou o gol.

Mesmo perdendo a chance de abrir o placar, o Galo melhorou no jogo na etapa complementar. Deixou a postura totalmente defensiva de lado e teve boas chances de sair na frente.

Ricardo Oliveira chegou com perigo aos 10, após receber bom cruzamento de Emerson. O lateral também ameaçou aos 15, após lindo contra-ataque puxado por Luan. O Galo vinha tomando conta do jogo, o que deixava o Fluminense no lucro com o empate. Apesar disso, algumas leis do futebol não costumam falhar e a "quem não faz leva" é uma delas. O Galo teve suas oportunidades, mas não aproveitou e logo quando era melhor no jogo, o Fluminense cortou nosso barato.

Luan errou feio um passe no meio de campo, proporcionando um bom ataque para o Fluminense. Luciano e Everaldo chegaram à área colocando todo mundo na roda, fizeram o que queriam com a bola, inclusive o gol. Aos 17 minutos, quando o Galo era o dono do jogo, o Tricolor Carioca saiu na frente com Luciano e jogou mais um balde de água fria no Atlético.

O Galo tentou pressionar a saída de bola do Fluminense e avançar em busca do empate, mas sem obter muito sucesso. Até teve boa chance de finalizar com Denilson, que havia entrado no lugar de Ricardo Oliveira, mas o chute do atacante não saiu como gostaríamos.

O Fluminense encarou algumas dificuldades para segurar o resultado, inclusive a expulsão de Matheus Alessandro, que deu uma cotovelada em Maidana. Porém, mesmo com o adversário estando com um a menos, o Galo não foi capaz nem mesmo de igualar o placar.

É claro que ninguém esperava um Galo totalmente diferente após quatro míseros dias com Levir. É impossível cobrar de um treinador qualquer mudança drástica em um time ao qual ele chegou há tão pouco tempo, mas nós esperávamos pelo menos uma injeção de ânimo. Não houve uma empolgação maior, mas isso está longe de ser culpa do nosso velho novo treinador. Os jogadores estão acomodados, isso há muito tempo. Talvez seja reflexo da diretoria omissa que temos, que está tão acomodada quanto o plantel. Aliás, grande parte dessa diretoria já devia estar a anos luz de distância do Atlético, já que não pensam e nem agem de acordo com a grandeza do nosso clube.

Levir Culpi ainda representa uma esperança, mesmo que não tenha tanto com o que trabalhar. Mesmo assim, ele tem pulso firme e sabe como tratar seus comandados, cobrando e estimulando ao mesmo tempo. Para quem já barrou Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli, ídolos e grandes jogadores da história do Galo, colocar ordem no nosso atual elenco certamente não será tarefa difícil. No momento, precisamos de resultados, até urgentemente. Precisamos que jogadores como Cazares, muito talentoso por sinal, converta seu bom futebol em números, como disse o próprio Levir na coletiva pós-jogo.

Após tantas frustrações, cabe a cada atleticano se agarrar à única esperança que temos: Levir Culpi. Já o vimos tirar leite de pedra, e o objetivo agora é torcer para que o faça novamente.

A próxima chance de melhora do Galo é na segunda-feira da semana que vem, contra o Ceará, às 20 horas. Que nosso "burro com sorte" possa nos guiar à uma vitória, principalmente se aproveitando da fragilidade do nosso próximo adversário para fazer valer o que ainda resta de bom nesse time.


#FalaGalo

Comentários