Saudações Alvinegras!
O Ceará não vive um grande momento, nós precisávamos vencer. Poderia ser este o cenário perfeito para uma vitória atleticana e um respiro para a torcida após tantos pontos desperdiçados, certo? Errado.
Já no início da partida o Galo não nos surpreendeu. Não nos surpreendeu porque já entrou em campo sem demonstrar o mínimo de vontade de vencer, deixando o Ceará jogar à vontade. O Galo pode até ter se colocado no ataque em algum momento, mas foi o dono da casa quem saiu na frente em uma bobeira medonha da defesa atleticana.
Aos 09 minutos, o Ceará chegou pela esquerda, lançando a bola na área. Maidana tentou isolar a bola de bico, mas ela tocou em Juninho Quixadá e entrou. Victor, perplexo, nada pode fazer. Vozão na frente logo no início e o Galo mostrando mais do mesmo.
Como vem acontecendo com frequência, o Galo parece ter medo de marcar bem o adversário e, principalmente, de ir pra cima. Quando tem o jogo ao seu favor, peca muito na saída de bola e acaba com qualquer chance de jogada bem elaborada. A impressão que fica é que todo e qualquer adversário que vá enfrentar o Atlético já sabe disso e se aproveita de tanta fragilidade para pontuar às nossas custas.
Mesmo com dificuldades, o time atleticano conseguiu chegar bem à área cearense, com Chará. Ele se colocou entre os zagueiros do Ceará e bateu bem na bola, porém, Éverson estava atento e evitou o gol atleticano.
Persistindo, mas não tanto quanto deveria, o Galo ia chegando aos poucos, até que conseguiu o empate e o fez em grande estilo. Aos 25 minutos, Cazares dominou no meio e tocou para Luan, que devolveu a bola ao equatoriano. Com a bola mais uma vez, Cazares fez nova tabela com Ricardo Oliveira e mandou a redonda para o fundo das redes de Éverson, igualando o placar no Castelão. Golaço do Galo e um motivo para acreditar na virada. Com o empate, o objetivo atleticano era não sofrer mais gols e marcar pelo menos mais um, para voltar a vencer. O Ceará até assustou no finalzinho do primeiro tempo, com bom cabeceio de Arthur, após cobrança de escanteio. Felizmente, Victor fez linda defesa e nos garantiu parar no empate e deixar tudo para a etapa complementar.
Na volta do intervalo, o Ceará seguiu buscando o gol com a mesma vontade. Porém, o Galo se comportou um pouco melhor e tentava aproveitar as falhas do adversário para apostar em contra-ataques. Mudando positivamente, o Atlético não somente assistia, mas também fazia parte do jogo. Com a leve melhora, os jogadores atleticanos poderiam ter se aproveitado das oportunidades que tiveram, mas não foi o que aconteceu.
Após persistir bastante, o Ceará fez mais um, aos 15 minutos do segundo tempo. Leandro Carvalho recebeu pela direita e chutou cruzado, no cantinho. Victor nada fez e a bola morreu no fundo das redes, colocando o Vozão na frente novamente.
Qualquer ânimo que havia pelo lado do Galo desapareceu e os jogadores cearenses tiveram algo que os atleticanos não demonstram há muito tempo: garra. Mesmo com as substituições feitas por Levir o Galo não esboçou nenhuma reação e deixou claro que o restante do tempo a ser jogado serviria apenas para tentar não tomar mais nenhum gol.
Já não é surpreendente ver um Galo omisso, sem vontade e previsível. Não é culpa de Levir Culpi, longe disso. Como já foi dito por todo atleticano no estádio, numa mesa de bar, no trabalho, o time é o reflexo da diretoria. Uma diretoria como a nossa, incapaz de tomar qualquer decisão que preste, não tem pulso para lidar com seu plantel. Por piores que sejam os jogadores, com um pouco de esforço se pode sonhar com alguma coisa, mas nem dedicação nós conseguimos ver atualmente.
Esta derrota diante do Ceará foi apenas mais uma que não deveria ter acontecido, mas que já esperávamos.
O próximo jogo, contra o Grêmio, é dificílimo e sinceramente é difícil acreditar que o Galo possa alcançar uma vitória.
Se dermos a sorte de conseguir a vaga na Libertadores do ano que vem, já não sei se será um bom motivo para comemorar. Chegar à competição continental nas condições em que nos encontramos não será uma vantagem, mas um motivo para essa diretoria acreditar que seu trabalho é louvável, o que não é, nem de longe.
O coração do torcedor pede por mais uma Libertadores a ser disputada, mais uma chance de título, mas pra isso, precisamos de pessoas mais comprometidas com os interesses do Galo que com seus próprios interesses. Infelizmente, isso nós ainda não temos. Que possamos ter o quanto antes para que 2019 não seja também jogado no lixo.
#FalaGalo / Jessica Silva

Comentários
Postar um comentário