No Independência, Galo perde para o Grêmio e fica ainda mais longe da vaga na Libertadores 2019


Saudações Alvinegras!

Atualmente ninguém se surpreende ao ver o Galo vulnerável, sem muita vontade e até mesmo derrotado. Hoje, contra o bom time do Grêmio, não foi diferente.

O Atlético não tem força ofensiva, nem criatividade. Consequentemente, cria muito pouco, o que dá confiança à qualquer adversário que venha a nos enfrentar, mesmo no Independência.

O resultado disso tudo é uma temporada a ser esquecida, já que está recheada de maus resultados. No momento, estamos há cinco jogos sem vencer, sendo quatro derrotas e um empate.

Hoje, o Galo tentou atacar nos primeiros minutos, mas o Grêmio foi mais preciso e chegou ao gol precocemente. Aos dois minutos, Léo Silva perdeu a bola no meio de campo e possibilitou a chegada do Tricolor Gaúcho. Everton bateu, Victor defendeu e mandou a bola pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Jael cabeceou e Victor deu o rebote, deixando fácil para o zagueiro Geromel abrir o placar no Horto.

Em mais uma falha alvinegra em lances de bola aérea, o Galo sucumbiu a sua própria incompetência.

Levir Culpi até tentou fortalecer o meio de campo este sábado com Chará e Terans, mas isso não surtiu muito efeito e como de costume, a bola pouco chegava lá na frente.

As movimentações atleticanas eram bem menos eficientes que as do Grêmio. Enquanto o visitante, mesmo em vantagem, buscava chegar ao gol novamente, o Galo teve sua primeira grande chance somente aos 35. Chará invadiu a área e tocou para trás, mas nem Ricardo Oliveira, nem Fábio Santos e nem mesmo Terans conseguiram concluir o lance e nós nos mantemos no prejuízo.

Na arquibancada, a Massa tentou empurrar o Galo para uma virada improvável no segundo tempo, mas quando não corre sangue nas veias de um determinado grupo de jogadores, eles dificilmente se deixarão contagiar pelo apoio do torcedor.

A etapa complementar não foi muito diferente do que vimos no primeiro tempo. Vez ou outra o Galo criava alguma chance mas não tinha competência, nem mesmo objetividade para concluir os lances com sucesso.

Elias, não surpreendentemente, andou em campo. O volante é um claro exemplo de que a preguiça dos jogadores atleticanos é muito maior que a vontade de vencer. Em contrapartida, Emerson foi bem mostrando que futuramente, pode ser alguém que nos dê alguma alegria.

Se o Atlético teve um carrasco, além de sua própria incompetência, foi Geromel. O zagueiro foi decisivo, não só por marcar o tento da partida, mas por impedir que o Galo aproveitasse qualquer uma de suas raras boas chances para igualar o marcador.

O destaque do jogo, mais uma vez, foi negativo. Quase nenhum poder ofensivo, pouco futebol e vontade menos ainda. O Galo nos mostrou mais do mesmo, e por incrível que pareça, ninguém mais se surpreende.

Jogos como este me fazem pensar se vale mesmo a pena sonhar com uma vaga na Libertadores. Chegar à competição continental com esse futebol não vai nos ajudar em nada, muito pelo contrário. Pode premiar um trabalho mal feito pela diretoria que, cá entre nós, parece não ter noção do quanto trabalha mal. A mudança no Atlético deve ocorrer não só com uma reformulação do time, mas com uma renovação nas ideias de quem dirige o clube. Para alcançar grandes objetivos não se pode pensar pequeno, nem se contentar com pouco. Que fique claro: isso não significa menosprezar nenhuma competição hein, Sette Câmara?!

Nosso próximo compromisso é contra o Palmeiras, líder do Brasileirão, no domingo que vem. Mesmo jogando em casa, essa é uma das partidas que se encaixam perfeitamente no que meu pai costuma dizer: "nós já imaginamos o resultado, mas acompanhamos porque não temos vergonha na cara".

No momento, nossa única saída é ter esperança. Esperança em um 2019 melhor, o que é muito clichê, mas é o que nos resta. Seguimos sem muita "vergonha na cara", mas de olhos bem abertos, mesmo que seja para ver o que não queremos.


#FalaGalo

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